sábado, 24 de novembro de 2007

Tendências

O limite. E uma vida que tende à felicidade. Cada vez mais aproxima-se dela, mas as casas decimais transformam-se em centesimais, e a sua busca tende ao infinito. Nem tudo pode ser calculado, mas podemos chegar próximos à ilusão de que isso seja possível. Quando o impossível não nos cega, descobrimos que todo momento é único, não importa se for uma viagem à Floripa ou um copo de cerveja.
Cada passo, cada olhar, a cada segundo devemos perceber a sorte de estarmos presos em nossos corpos, podendo desfrutar de outros corpos. A interação dos elétrons, a geometria molecular, repulsões e ângulos, tudo para você. Acha pouco? Pouco seria se eu não pudesse escolher entre a razão e a emoção. A razão de estudar para uma prova no dia seguinte e a emoção de jogar tudo para o alto e ir tocar guitarra com uns bons amigos.
Aproveite! Desfrute! Viva!
Você pode morrer feliz. Ou viver como mortos.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Droga de nada



Hoje pensei como seria se eu não existisse. Como se agora por um milagre da natureza, eu deixasse de existir. Não morresse. Eu sumisse. Evaporasse. Desintegrasse em infinitos pedaços de nada. E se toda minha história também. Todas as pessoas que eu conheço, continuariam a existir, mas, depois dessa fração de segundo, a parte do meu mundo que ficou na lembrança da cada um, sumisse.
E percebi que minha vida seria melhor, ela tenderia a algo insuperável! Ninguém, e nem nada no mundo, poderia dizer que tem mais alegrias do que eu. Eu não iria existir. Não poderia ser comparado. Eu seria maior!
E também não teria mais tristezas que ninguém. Eu não teria tristezas. Eu não teria nada. Eu seria o nada. E é tão engraçado o fato de o nada estar tão perto de tudo, ninguém nunca pode ter tudo. E nem ter o nada, a não ser que fosse o nada. Como eu. Caso eu fosse o nada. Seria superior; teria algo que ninguém nunca fosse ter. A não ser, lógico, se alguém ficasse na mesma condição que eu.
Mas se eu tivesse o nada, eu o guardaria pra mim. Na base do egoísmo mesmo. Meu nada! Meu mundo! Meu tudo! E ao mesmo tempo nada.
E é engraçado ver que nunca aconteceria algo disso.
Droga de vida(s) medíocre(s)!
Droga de pensamentos e sonhos pequenos!

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Antes

Dar valor ao que se tinha. Ao que não era perfeito, mas ainda existia. Antes estivesse falando de problemas amorosos variados, dos quais me cansei de desabafar por aqui.
A vida levando aquele tapa que a deixa desnorteada. E você ali, sem rumo, tendo a sua frente o precipício inevitável.
Antes fosse o fim de tudo.
Antes fosse o fim.
Antes fosse.
Antes.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Tá.

Chega até a ser engraçado. Quando você termina de arrumar seu quarto, o mundo fica de ponta-cabeça. Quem dera prender tudo em seu devido lugar, para que nem um terremoto tenha efeito sobre meus desejos.
Deveria ter prestado mais atenção na outra parte da música. Aquela que diz: " (...) e a paixão é loucura que passa como um terremoto, com o tempo acalma." E ponto final. Deveria ter parado aqui.

Quando realmente o amor chegar para ficar, continuo.
Claro que vai mudar. Não porquê você perguntou isso.
Agora, tudo de volta. Meu passado e meu futuro enfatizando meu presente.
Você sabe. Tudo o que eu disse não foi da boca pra fora. E a dúvida não voltou, pois a certeza mudou de lado.

Muita sorte ou muito azar. Prefiro acreditar que seja sorte.

domingo, 19 de agosto de 2007

Nosso mundo melhor


Mundo é todo mundo.
Então, o mundo só será melhor no dia em que todo mundo for melhor.

domingo, 5 de agosto de 2007

Começo, meio e (suposto) fim.


É tão fácil, que até erro. Também, depois de tantas alusões (e ilusões) voltei a achar que o improvável seria o melhor caminho. Esperei que fosse. Mas não tenho culpa. Inevitável? Talvez.
Corri, corri e corri. Quem corre e não chega, cansa. E quem cansa, desiste. Ou pelo menos deveria. Tudo me leva a isso, e isso me deixa triste.
As pessoas deveriam saber que não estaremos sempre aqui, à disposição, ao ensejo de seus desejos. Uma hora você a perde e sabe Deus se terá ela de volta. É arriscado deixar quem você ama embarcar em um nau à deriva. Mas se é melhor, se agora você acha impróprio, acabei de embarcar.
É. Melhor assim. Vivemos querendo o que não tem fim e não percebemos quando esse anseio passa na nossa frente, com uma blusa verde, rasgada e mochila nas costas.
Toda raiva que senti está agora em um papel, testemunha da minha desventura.
Já achei muitas vezes que o mundo teria acabado, e, no outro dia (ou semana, mês, ano que seja) estava tudo em seu lugar.
A felicidade está em nossos corações. Só espero que o meu apareça antes ou depois do meio-dia.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Meu raro universo.

Já parou pra pensar em quantas pessoas se sentem como você? Olham para a mesma lua, o mesmo céu. Usam o mesmo véu que você. Olhe em sua volta. Passos, olhares, milhares deles. Não é difícil de perceber.
Ou talvez seja, para alguém que não vê nada além das próprias preocupações, as quais muitas vezes você se pergunta: Por quê estou tão preocupado?
O caminho certo, em muitos casos, é o último que você tenta. Assim como a pessoa certa é a última que você encontra. Ou reencontra. Tanto faz.
Encontros, desencontros, desencontros, desencontros.
E aquele pé que insiste em ficar atrás, mesmo com o corpo estirado à sua frente.
Talvez pense como eu. Talvez olhe para a mesma lua que eu, no mesmo instante. Talvez saiba o que eu iria escrever, assim como eu já sabia.
O relativo está para mim assim como o verso está para a canção.
E que a canção seja breve. E o breve, suportável.
O vão entre as minhas mãos precisa ser ocupado.
A chave?
Sua mãos.